A dieta volumétrica tem ganhado popularidade por sua abordagem única que promete emagrecimento sem impor restrições severas. Criada pela nutricionista Barbara Rolls nos anos 2000, essa dieta foca na qualidade dos alimentos e utiliza a densidade nutricional para promover uma sensação de saciedade, permitindo que você perca peso sem cortar a quantidade de comida.

Segundo a nutricionista Carmem Franco, da diretoria do Conselho Federal de Nutrição (CFN), a dieta volumétrica incentiva o consumo de alimentos saudáveis e pouco calóricos, como frutas, vegetais, proteínas magras e laticínios desnatados, permitindo uma maior ingestão sem ganhar peso.

Confira alguns aspectos importantes sobre essa dieta:

  1. Sustentabilidade a longo prazo: A dieta volumétrica é projetada para ser duradoura, incentivando uma mudança de mentalidade em relação à alimentação, focando nos benefícios nutricionais dos alimentos.
  2. Ausência de restrições: Não há alimentos proibidos na dieta volumétrica, embora seja recomendado dar preferência aos alimentos de alta qualidade nutricional. Mesmo alimentos processados podem ser consumidos ocasionalmente sem comprometer a dieta.
  3. Acessibilidade: A dieta volumétrica pode ser adaptada para diferentes necessidades alimentares, incluindo veganos e celíacos. Além disso, prioriza alimentos de baixo custo e preparo simples, como sopas, tornando-a acessível para a maioria das pessoas.
  4. Base científica: Embora os resultados das pesquisas sobre a eficácia da dieta sejam variados, nenhum estudo a condenou como ineficaz ou prejudicial à saúde.
  5. Estímulo à atividade física: Além das mudanças na alimentação, a dieta volumétrica também recomenda a prática regular de exercícios físicos para auxiliar no emagrecimento e na manutenção do peso.

É importante ressaltar que, assim como qualquer dieta, a dieta volumétrica pode não ser adequada para todos, especialmente para aqueles com condições de saúde específicas que podem ser afetadas pela restrição calórica. Além disso, seguir a dieta rigidamente pode resultar na escolha repetitiva de certos alimentos, o que pode levar a um comportamento alimentar restritivo. Também é necessário considerar que o foco excessivo na qualidade nutricional dos alimentos pode negligenciar aspectos culturais da alimentação, tornando o processo alimentar menos prazeroso. Recomenda-se sempre consultar um nutricionista para avaliar a adequação da dieta às necessidades individuais e fazer as adaptações necessárias.